Da doença para o doente: humanizando conteúdos

O conteúdo da Disciplina de Patologia Geral mantém certa regularidade nas diferentes Instituições de Ensino. Normalmente são trabalhados Visão geral/ Conceito de Patologia, como se processam as Respostas à Estímulos Nocivos, Inflamação Aguda e Crônica, entre outras.

Outro ponto básico desta disciplina é o conhecimento e discussão dos possíveis parâmetros que estabelecem o que é saúde e o que é doença, entre saudável e doentio e como cada indivíduo é único dentro do seu adoecer e do viver. Como Mestra em Psicologia (agora é lei a flexão de gênero para títulos acadêmicos)  foi com grande alegria observar nos alunos do 3º Período de Enfermagem/UNIPAC-Barbacena articulando com sensibilidade e dedicação núcleos de conhecimento tão específicos, como o mecanismo de uma doença,  ao adoecer tão subjetivo e profundo de cada história de vida.

Este relato é fruto de uma experiência em docência marcante em minha vida, quando estes alunos mencionados escolheram tratar de maneira peculiar determinadas patologias, mostrando através de filmes renomados a história de pessoas que viveram essas doenças – mesmo que atuando. Conseguiram não apenas definir seus mecanismos patológicos trabalhados em sala de aula, foram além, pensando no sujeito adoecido e vulnerável.

Cazuza - O tempo não para

O primeiro grupo de alunos teve no filme “Cazuza” sua diretriz para entender a Aids, ponderando as consequências avassaladoras dessa doença em meio ao seu “boom” nos anos 80.

Não só usaram várias passagens do filme para discutir sua etiologia e manifestações clínicas mas também buscaram nos serviços de saúde local informações sobre como vem se processando o atendimento a população com HIV.

 

Em seguida dois grupos trouxeram a tona uma das patologias mais marcantes da modernidade – a Leucemia.

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Para isso abordaram as histórias de “Tudo por amor” e “Uma prova de amor” mostrando, inclusive, os impactantes efeitos colaterais dos tratamentos disponíveis na atualidade.

Esses alunos ainda promoveram uma sincera tentativa de conscientização sobre a doação de medula, trazendo para a sala de aula materiais informativos em uma espécie de ensaio de educação em saúde fantástica.

 

Parte do alunos foram extremamente corajosos e se dispuseram a discutir a Esquizofrenia uma psicopatologia bem complexa, dando ênfase, no quesito causas, à Teoria dos Neurotransmissores.

downloadPara isso buscaram através do filme “Uma mente brilhante” as maneiras de melhor entender essa patologia.

O que motivou o grupo foi, não só suas experiências individuais (alguns profissionais) na rede de Atenção a Saúde Mental, mas também o Dia da Luta Antimanicomial em 19/05.

Como falavam de algo tão próximo de suas realidades estes alunos ainda expressaram a necessidade dos gestores em saúde local no cuidado integral e digno a pessoa em sofrimento mental, o que vai além de um atendimento ambulatorial e focado em apenas um profissional de saúde.

Detalhe interessante: questões como esta originárias de uma cidade que tem um histórico tão particular com o enclausuramento do doente mental.

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Por fim ainda discutiram pela ótica do doloroso filme “WiTT” questões centrais sobre a ética no trabalho em enfermagem.

Foi marcante como enalteceram a figura do Enfermeiro – na historia do filme – como a figura que realmente estabeleceu uma relação de respeito e dignidade -ou mais de afeto – com o paciente.

Exemplificando pela patologia de Câncer de Ovário, esses alunos mostraram a gravidade deste acometimento na saúde da mulher e ainda as limitações, em termos de serviços de saúde, para um diagnóstico precoce (quando possível) e eficaz.

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Sem dúvida foi uma semana de trabalhos inesquecíveis e de profundas reflexões sobre a Patologia e para além dela. A seguir ei-los os – tão reais – atores que os produziram.

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